Malaria

Recentemente a doença Malária voltou ao noticiário em virtude da declaração de atriz global que declarou estar com a doença. Após esta declaração, muitos comentários surgiram pelo provável contágio urbano da doença. Porém revendo as declarações da paciente, vimos que a mesma se encontrava em região litorânea de São Paulo, local de mata atlântica, onde existe o mosquito transmissor, o Anopheles. Desta forma, a contaminação não ocorreu no Leblon conforme disseminaram vias mídias sociais e sim em local onde a doença existe de forma endêmica, e o diagnóstico foi confirmado por médicos idôneos.

Mas o que precisamos levar desta história, é a lembrança que a malária existe disseminada no mundo, até mesmo em países desenvolvidos, com média de 2000 casos novos diagnosticados nos Estados Unidos a cada ano. O sul da Ásia e a África são os locais de maior prevalência da doença. Estima-se que ate o ano de 2018 existam 220 milhões de doentes de malária espalhados pelo mundo. Alguns convivendo com a doença sob a forma crônica.

Existem diversos tipos de protozoários que causam a malária, os plamodiuns. O quadro clínico é variável de acordo com o subtipo que está causando a infestação. A forma mais grave é pelo plasmodium falciparum, que pode levar a obstruções nos vasos sanguíneos, levando a graves complicações renais e cerebrais. Porém, a febre alta, as vezes acima de 41 graus, que cede após algumas horas, seguida de intensa sudorese que pode persistir por ate duas horas, e seguida de um intenso mal estar e cansaço. Na fase inicial a febre pode ser irregular, mas com a evolução da doença a febre assume características regulares, a cada três dias (febre terçã) ou a cada 4 dias (febre quartã). Com a evolução da doença aparece anemia, aumento do baço e do fígado, e piora do cansaço. Pode ser fatal para crianças abaixo de 6 anos ou em idosos debilitados. 

O tratamento para malária existe disponível no SUS, gratuito, com diversos medicamentos, alguns a base da planta Quinino e outros a base de Artemisinina, também uma planta do sudeste asiático. Mesmo após a cura, o paciente pode se infectar novamente e ter os mesmos sintomas. 

Recomenda-se a profilaxia para viajantes para áreas de alta incidência de malária, com medicamentos a base de quinino, como a Cloroquina. 

 

Dra. Selma da Costa Silva Merenlender

CRM 52484252

Diretora técnica 

Centro Multidisciplinar Fluminense.