Coronavirus. Devo me preocupar?

  Estamos vivendo um momento crítico na Saúde pública mundial com o surgimento de uma cepa do potencialmente letal vírus, agora o Coronavirus. 

          A família Coronavirus ficou famosa por volta do ano 2002, quando surgiram casos de uma infecção respiratória aguda e gravíssima, conhecida por SARS, sigla em inglês para Severe Acute Respiratory Syndrome, que foi causada pelo subtipo SARS-CoV. A epidemia também originária da China, espalhou -se pelo mundo todo, tendo perdurado por dois anos e desde 2004 não são mais observados casos novos de infecção por este vírus específico. Nesta epidemia foram observadas cerca de 800 mortes por insuficiência respiratória. 

          Uma peculiaridade sobre esta família de vírus, é que ela é transmitida a seres humanos a partir de animais, que funcionam como reservatórios da doença. Nas epidemias anteriores os reservatórios foram alpacas, vaca e morcegos. Na atual epidemia ainda existe divergência da origem, com forte tendência a ter sido transmitida pelo contato com morcegos. A maior parte destas epidemias são originarias da China por seus hábitos alimentares exóticos, que levam as pessoas a manipularem animais doentes. 

           Outras epidemias virais que causaram apreensão na história mundial recente, foram as gripes suína (originária do México) e aviária (originária da China), mas já de outra família de vírus, a Influenza. Contra esta família de vírus já temos vacinas disponíveis, privadas e públicas. Foi exatamente o subtipo H1N1 que foi responsável pela morte de cerca de 50 milhões de pessoas no início do século passado, com a malfadada Gripe Espanhola, que se espalhou pelo mundo após o fim da primeira guerra. Foi mais letal que o número total de mortos da primeira guerra com a segunda guerra mundial em conjunto. E hoje, esta tragédia poderia ser evitada com a vacinação. 

           Estima-se que em 12 meses a vacina contra este novo vírus já estará pronta para teste em humanos. Até lá, esperar que as autoridades sanitárias globais  sejam capazes de conter a circulação do vírus, e mantermo-nos atentos a medidas simples como lavagem das mãos regularmente, em especial depois de usar transporte público, carrinho de supermercado, manuseio de notas e moedas, cobrir o rosto com as mãos para tossir, espirrar ou gargalhar. Caso não possa lavar as mãos de imediato, carregue sempre álcool gel a 70%. 

         Caso apresente febre, dores no corpo, tosse ou falta de ar, dirija-se a um serviço de emergência o mais brevemente possível. Não deixe a doença evoluir.

Dra Selma Merenlender CRM 5248425-2

Diretora Técnica Imunofluminense.