Vacina é coisa de crianças? NÃO, NÃO, NÃO!

Muitas pessoas ainda acham que vacinas são aplicadas somente na infância, ou na terceira idade, a tal da vacina do idoso. Nada disto. As vacinas podem e devem ser aplicadas durante toda a vida, de acordo com o calendário do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileia de Imunizações. Existem tabelas especificas para cada idade, e casos especiais, como os imunodeprimidos e transplantados. 

 

Hoje o foco será nas vacinas da terceira idade. Bem na verdade, não são vacinas da terceira idade, vamos chama – las de vacinas da Maturidade. Recentemente observou-se um movimento para adiantar o calendário de 60 para 50 anos, visto que a resposta do sistema imune às vacinas seria melhor e mais completa, conforme foi debatido em congresso recente no Rio de Janeiro, o ReumaRIO. São elas:

 

Vacina para Hepatite B – mesmo que tenha feito o esquema completo na vida adulta, cabe um reforço aos 50 anos, pois a Hepatite B é uma doença sexualmente transmissível, e observamos o fenômeno da Geração Viagra, no qual a vida sexual não termina na menopausa ou andropausa. Esta vacina necessita de reforço a cada 10 anos.

 

 Vacina anti Herpes Zoster – Também conhecido como o cobreiro, o Herpes zoster é uma recaída da infecção do vírus da varicela (catapora), que ocorreu na infância. Quando vem a recaída, as bolhas típicas da doença seguem o trajeto na pele de um ou dois nervos, e não mais a pele toda como na infância. É extremamente doloroso, e pode afetar o nervo oftálmico e levar a cegueira. A vacina hoje disponível em clínicas privadas somente, é de dose única. 

 

Vacinas anti pneumocócicas 13 e 23 valente- Protegem contra até 23 tipos diferente das bactérias que produzem a pneumonia. Já está no calendário para os bebes e incluída também no calendário da maturidade. São três doses totais que dão proteção de 5 a 10 anos. Não disponível nos postos de saúde e no sistema público somente nas CRIES.

 

 Vacinas anti menigococicas B e ACWY – São recomendadas para aqueles idosos frágeis e para aqueles que tem contatos com crianças pequenas, pois a doença meningocócica é tão fatal no idoso como na criança. Como grupo de risco, as pessoas que retiraram o baço são incluídas. Podemos acrescentar aqui a vacina para Haemophilus, que também causa meningite e pneumonia.

 

  Vacina dupla ou tripla bacteriana – Protege contra o Tétano e a difteria (dupla) e Contra tétano, Difteria e Coqueluche. Esta vacina está especialmente indicada nos idosos que tem contato com bebes ou crianças, e hoje no pré natal já se indica esta vacina para os avós dos bebes antes dos bebes nascerem. O reforço é a cada 10 anos. 

 

 Vacina anti Influenza– Também conhecida como a vacina do aposentado, na verdade tem indicação em todos os indivíduos, porém por medidas de saúde pública, vacina-se mais crianças e idosos, que estão na faixa etária mais susceptível a complicações. É anual, mas pode ser feita com intervalo de até nove meses. Sempre considerar vacinar para influenza quando estiver indo para locais com confinamento, como avião, navio, trem, shows etc.

 

 Vacinas para epidemias: Sarampo, coqueluche, febre tifóide e febre amarela, com restrições, somente em risco iminente de epidemia urbana.     

                         

  Vacinar é prevenir doenças. É promoção de saúde e não divulgação de doenças. Não espere a epidemia chegar, mantenha a carteira vacinal em dia.

 

 

Dra Selma da Costa Silva Merenlender

CRM 52-484252

dra.selma.reumato@centrofluminense.com.br