CFM restringe uso de Plasma Rico em Plaquetas

 

Tratamento de doenças musculoesqueléticas com a substância foi definido como prática experimental pelo Conselho Federal de Medicina

O Plenário do CFM aprovou a Resolução 2.128/2015, que restringe o uso do Plasma Rico em Plaquetas (PRP) à experimentação clínica, dentro dos protocolos do sistema de Comitês de Ética e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CEP/CONEP). De acordo com a norma, a atividade de pesquisa deve “ser conduzida em instituições devidamente habilitadas e que atendam às normas do Ministério da Saúde para o manuseio e uso de sangue e hemoderivados no país”, diz a resolução.

A técnica de uso do Plasma Rico em Plaquetas tem sido usada na medicina esportiva como “alternativa para acelerar a regeneração de tecidos lesionados, tais como músculos, tendões, ligamentos e articulações”, explica a norma. O documento orienta que o uso clínico do PRP seja considerado como tratamento promissor, mas ainda experimental. A intenção é possibilitar a realização de pesquisas para produzir dados científicos concretos que permitam a liberação do uso da técnica no Brasil com segurança.

A preocupação do Conselho é garantir que o procedimento não traga riscos. “Existe toda uma preocupação com a segurança no preparo para que não haja possibilidade de se passar uma doença transmissível através desse componente ou de causar alguma reação inesperada num paciente se ele for mal preparado ou mal acondicionado”, alega o Dr. Luís Henrique Mascarenhas, especialista em Hematologia e Hemoterapia.

A Resolução CFM 2.128/2015 está disponível no portal do Conselho pelo link http://goo.gl/NvKS63.

 

Fonte: Univadis